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Documentário Discovery - Portas para o Além: O Avô

A aparição do espírito de um idoso surpreende Roberto Ávila e seus filhos em sua nova casa. A harmonia familiar se transforma em caos e medo, até que Roberto descobre a verdadeira história do fantasma.

Theodore Robert Cowell "Ted" Bundy



Nascimento:24 de novembro de 1946
Morte:24 de janeiro de 1989 (42 anos)

ASSASSINATOS: 36 ou mais

A HISTÓRIA DE TED BUNDY
Enganaram o pequeno Ted
Uma moça muito jovem, que havia saído com um segurança algumas vezes, fica grávida. Seus pais decidem que, quando a criança nascer, a assumirão como se eles fossem os pais. Foi nesta casa que nasceu Theodore.

Fizeram o pequeno “Ted” (ou “Teddy”) acreditar, portanto, que seus avós maternos eram seus pais e que sua mãe biológica era sua irmã. O pai verdadeiro ele nunca conheceu.


Ted diria, anos depois, que amava o avô, mas outros membros da família declararam que o avô de Ted era um homem violento – chutava cachorros, agredia mulheres…

Conta-se que quando Ted tinha 3 anos, uma tia sua, ao acordar, percebeu que ele estava a seu lado manipulando facas – e ela ficou com medo da criança.

Quando tinha 4 anos, a mãe verdadeira mudou de cidade, levando-o, e um ano depois ela se casou. Theodore então recebeu o sobrenome Bundy. O casal teve quatro filhos, crianças que Ted ajudou a cuidar. O marido da mãe até tentou estabelecer uma relação mais próxima com Ted, mas foi em vão. Ele era muito tímido e os colegas de escola o provocavam. Relatos de seus professores falam de um temperamento imprevisível, explosivo. Contudo, tirava boas notas.




Na adolescência, Ted Bundy passou a se socializar mais. Tinha interesses por esqui e política.

Começou a trabalhar em empregos simples, mas permanecia pouco tempo nestes.

O primeiro amor de Ted Bundy
Em 1967, aos 21 anos, Ted Bundy conheceu uma garota bonita e de boa família, Leslie Holland. Aparentemente, foi com ela que ele teve sua primeira relação sexual, e Ted gostava mais dela do que ela dele. Ela o achava sem objetivos e ele, com mentiras, tentava impressioná-la.

Suspeita-se que, nesta época, ele também cometia furtos – até de carros.

No ano seguinte, ela terminou com ele, após se formar. Ted ficou um tempo deprimido e obcecado com ela.

Em 69, Ted finalmente fica sabendo que sua “irmã” é, na verdade, sua mãe. Não mudou o comportamento com ela, mas ficou ainda mais distante do pai adotivo.

Ajudando pessoas em crise
Ted estudou Psicologia na universidade, e seus professores gostavam dele, que tinha um bom desempenho.

Bundy conheceu então uma secretária tímida, separada e com uma filha, com quem ficou envolvido por cinco anos, Elizabeth Kendall (na verdade, pseudônimo adotado por ela ao escrever um livro sobre a história, “My life with Ted Bundy”).

Ela queria se casar com ele, ele dizia ainda não estar “na hora”, e ela suspeitava que ele mantinha outros encontros.

Ted levava uma vida aparente de homem “do bem”. Perseguiu um batedor de carteiras. Recebeu uma medalha por salvar um garoto de 3 anos que se afogava em um lago. Começou a se envolver mais com a política. E prestava assistência, como voluntário, em um serviço telefônico de ajuda emocional a pessoas em crise.

Ann Rule, que escrevia artigos policiais para revistas, por um ano foi sua colega neste serviço, na Crisis Clinic. Conta que, nas noites de domingos e terças-feiras, ficavam apenas os dois em uma casa. Por uma enorme coincidência, pouco depois ela foi contratada por uma editora para escrever um livro1 sobre o serial killer que assombrava a região, mas que ainda não havia sido identificado…

Ted era membro ativo do Partido Republicano e, em 1973, em uma viagem do partido, reencontrou a primeira namorada, Leslie, com quem ele ainda falava ocasionalmente. Como ele estava mudado, ela se interessou nele, e mantiveram encontros, sem ela saber de Elizabeth. Mas logo ele mudou, ficou frio, perdeu o interesse nela. Em fevereiro de 74, ele desapareceu da vida dela.

As primeiras poças de sangue
Linda Ann Healy era uma bela jovem, que trabalhava em uma rádio como comentarista do tempo. Tinha 21 anos e estudava Psicologia. Ted tinha 27. Na noite de 30 de janeiro de 1974, ela saiu para um pequeno bar próximo a sua casa, com amigas com as quais morava, para tomar uma cerveja após o jantar. Logo se despediu das amigas, disse que iria para casa ver televisão e ligar para o namorado.

Pela manhã, a sua cama estava vazia. No fim do dia, seus pais estranharam, pois ela não apareceu na casa deles como de costume, e chamaram a polícia. No seu quarto, a cama estava arrumada de um jeito diferente do habitual e alguns objetos faltavam. Também encontraram vestígios de sangue. A polícia não suspeitou da gravidade do caso e não recolheu muitas provas.

Seu crânio só seria achado no ano seguinte, com marcas de espancamento severo; o resto de seu corpo nunca foi encontrado.

“Você pode me ajudar com esses livros?”
Nos meses seguintes, outros desaparecimentos aconteceram, e todas as garotas eram parecidas em alguns aspectos: brancas, jovens, com cabelos escuros, longos e, geralmente, repartidos ao meio. Algumas pessoas que as viram antes de sumir relataram tê-las visto conversando com um homem usando gesso no braço e pedindo ajuda para carregar alguns livros.

Em agosto de 74, a polícia encontrou, em um parque, os crânios de duas garotas, Janice Ott e Denise Laslund – ambas desaparecidas no dia 14 de julho, em horários diferentes. Uma testemunha deste caso ouviu o assassino dizer às garotas, quando as abordou, que se chamava Ted. Outras duas mulheres, juntas, haviam sido abordadas por Ted no mesmo dia e local, mas não o ajudaram a carregar os livros para seu carro.

Por causa de denúncias decorrentes do divulgado retrato falado do suspeito, Ted Bundy passou a ser investigado.

Mais uma, e mais uma…
Uma amiga de Elizabeth Kendall, a namorada de Ted, também viu o retrato falado e o achou parecido com Ted. Havia mais motivos para Elizabeth acreditar, como o Fusca (Ted tinha um)e a atadura (ela viu uma nos pertences dele mas nunca o havia visto usá-la) usados pelo criminoso. Elizabeth entrou em contato com a polícia, que solicitou-lhe retratos de Ted – mas testemunhas dos sequestros não o reconheceram nas fotos. A polícia deixou Ted de lado.

Ted Bundy foi para outro Estado (ele acabaria matando em vários Estados diferentes). Em outubro, a filha de um chefe de polícia, Melissa Smith, de 17 anos, foi estrangulada, estuprada e sodomizada.

Já Laura Aime, de 17 anos, sofreu pancadas no rosto e a mesma violência sexual.

Em novembro, Ted Bundy conseguiu colocar Carol DaRonch em seu carro. Quando tentou algemá-la, ela escapou do carro. Ele saiu com uma barra de ferro atrás dela, mas ela chutou seus testículos e saiu correndo. No mesmo dia, ele capturou Debby Kent.

Uma outra vítima sobrevivente, Joni Lenz, atacada em 1974, foi encontrada em seu quarto, tendo apanhado muito e com um apoio da cama enfiado em sua vagina. Ficou com seqüelas físicas e emocionais o resto da sua vida.

Em janeiro de 75, a vítima foi Caryn Campbell, encontrada quase um mês depois, perto de uma estrada, o corpo comido por animais. Poucos meses depois, desapareceu Brenda Ball. E logo outra, e outra…

Entre 74 e 78, Ted fez cerca de 36 vítimas. Bundy nunca confirmou o número exato. Em uma ocasião, quando mencionaram-lhe este número, ele deu um sorriso e disse aos detetives: “Acrescentem um dígito e terão o total.” A escritora Ann Rule pergunta: “Ele queria dizer 37? Ou 136? Ou 360?”.

Ou quis apenas “brincar”?

Capturado e julgado
A captura definitiva de Ted Bundy foi trabalhosa.

Em agosto de 75, um policial achou suspeito um motorista que rondava um bairro. Quando tentou abordá-lo, ele fugiu, mas acabou batendo. O policial notou que faltava o banco de passageiros do carro. E foram encontrados uma barra, máscara de esqui, algemas, uma corda e um picador de gelo. Ted foi preso.

Carol, aquela que fugiu do carro, o reconheceu. Assim como conhecidos de Debby, que o viram abordando-a. Ele alegava inocência.

A namorada Elizabeth, depondo, disse que no último ano Ted tinha pouco interesse sexual e, quando tinha, queria praticar alguma violência leve (“bondage”). E forneceu informações valiosas, como o paradeiro dele no dia dos sumiços. Outras pistas foram surgindo.

Em fevereiro de 76, Ted Bundy foi levado a julgamento pelo seqüestro de Carol. Ele estava tranquilo. E negou a acusação. Entretanto, foi condenado à prisão. Preso, foi avaliado por psicólogos que, entre várias hipóteses, lançaram uma interessante, sobre o seu funcionamento psíquico: Ted tinha medo de ser humilhado em suas relações com as mulheres.

Saindo pela porta da frente do presídio
Enquanto isto, a investigação dos outros crimes continuava, e provas se avolumavam.

Na preparação para o julgamento do caso Caryn, Ted ficou insatisfeito com seu advogado. Ele resolveu defender a si mesmo (atitude permitida nos EUA). Ele tinha autorização para ir à biblioteca da prisão, estudar para a sua defesa. Mas Ted tinha outros planos… Em junho, ele pulou por uma janela aberta da biblioteca. Machucou-se, mas estava livre.

Cerca de 150 homens saíram à sua caça, mas não conseguiram achá-lo. Nesta época, Ted Bundy sentia-se invencível. “Nada saía errado. Se algo saía, a próxima coisa que acontecia era tão boa que compensava. Era até mesmo melhor.” – disse ele posteriormente.

Bundy roubava alimentos, dormia em vários locais diferentes. Quando conseguiu roubar um carro para sair da cidade, foi pego.

Agora, quando ia à biblioteca da prisão, era algemado e com ferros nos pés. Mas ele não desistiu. Escapou de sua cela, pelo teto, e parou na sala de um guarda. Depois, saiu pela porta da frente do presídio. Quando perceberam seu desaparecimento, ele já estava a caminho de outro Estado, onde se alojou usando um nome falso. Passava os dias no campus de uma faculdade, onde assistia a algumas aulas, ou ficava em casa vendo televisão – roubada, é claro, assim como tudo o mais do apartamento.

Curando a abstinência de matar

Em janeiro de 78, Ted Bundy entrou em um alojamento feminino de estudantes (o Chi Omega). Ted agiu desesperadamente, freneticamente, como quem precisasse saciar uma longa abstinência de violência, sexo e sangue. As garotas foram atacadas enquanto dormiam. Duas morreram. Em uma, o mamilo quase foi arrancado por uma mordida, além de ter sofrido invasão sexual com uma lata de spray para cabelo. Em outra, o cérebro ficou exposto, resultado das pancadas que recebeu na cabeça. Duas outras ficaram paraplégicas. Ted Bundy teve que fugir porque uma, além de ter visto seu rosto, conseguiu reagir.

A poucas centenas de metros dali, Ted atacou outra mulher, no apartamento dela. Os gritos acordaram os vizinhos e a polícia chegou logo, e a encontrou viva. Haviam poucas provas deixadas esta noite: fios de cabelo em uma máscara, a marca de uma mordida nas nádegas de uma vítima…

Kimberly Leach, finalmente, foi a última vítima conhecida de Ted Bundy. Ela tinha 12 anos, e o caso aconteceu em fevereiro de 78. Seu corpo só foi achado semanas depois.

Sob a luz dos holofotes, até o final
Nesse mês de fevereiro ainda, um policial suspeitou de um Fusca desconhecido na região que patrulhava. Ted tentou fugir, mas parou e, quando ia ser algemado, iniciou luta com o guarda. O guarda venceu.

Ted seria levado a julgamento pelos crimes no Chi Omega e pelo assassinato de Kimberly. Agora ele já era um serial killer notório. Novamente, assumiu sua defesa e negava os fatos.

O julgamento do Chi atraiu bastante a imprensa. A testemunha ocular do Chi complicou Ted. Mas a prova mais contundente foi a análise da mordida – a marca dos dentes na nádega batia exatamente com a dentição de Ted. Sem expressar emoção, Ted Bundy escutou o veredito: culpado.

Mas a pena seria decidida em outro julgamento, ainda. A mãe de Ted chorou e pediu por sua vida. Ted culpou a mídia por sua condenação e disse que seria um absurdo pedir perdão por algo que ele não fez. Nada adiantou. Ted foi duplamente condenado à morte, na cadeira elétrica.

Foram estes julgamentos que ajudaram a tornar Ted tanto um “monstro”, para a maioria das pessoas, quanto um ídolo para algumas – ele era bonito, bem articulado.

Mas ainda havia o julgamento do caso Kimberly. Desta vez, ele aceitou advogados, que resolveram tentar a alegação de insanidade mental. Ted estava aparentemente nervoso e discutiu com uma testemunha. A prova mais contundente foi o encontro de fibras da roupa da garota no veículo que Ted estaria usando na época. O julgamento durou um mês! Culpado, mais uma vez.

No dia da deliberação do veredito, exatamente dois anos após a morte de Kimberly, ele e Carole Ann Boone, testemunha de defesa, trocaram votos de casamento e, segundo as leis do locais, se isto fosse feito em ambiente legal o casamento seria considerado válido. Isto pegou a todos de surpresa. Mas não mudou em nada a pena. Ted foi condenado à morte, mais uma vez.

Já com outros advogados, tentou apelação, que foi negada. A morte estava marcada para março de 1986. Enquanto outra apelação corria, a data da execução foi remarcada, para janeiro de 89. Nesse ínterim, Ted ainda ajudou a polícia a pensar no caso do “Green River killer” – segundo Robert Keppel, o detetive que conversava com Ted, Bundy aparentava ciúmes ou inveja deste outro assassino.

Ted resolveu contar alguns detalhes de seus crimes. Disse que guardou a cabeça de algumas vítimas como troféu. Também falou de necrofilia. Este policial estima que Ted pode ter feito mais de cem vítimas, algumas antes da primeira conhecida.

Ted tentou, no fim, negociar um prazo de mais alguns anos de vida em troca de mais algumas confissões, sem sucesso.

Após o anúncio de sua morte, o público de fora da prisão ovacionou e foguetes estouraram no céu.

Seu corpo foi cremado.

Conselhos para a sociedade, por Ted Bundy
Ted foi bastante pesquisado, entrevistado, e foi objeto de vários livros.

Falando a Stephen Michaud sobre o homicídio sexual, disse, em terceira pessoa: “O encontro sexual inicial pode ser um mais-ou-menos voluntário que não gratifica inteiramente o espectro de desejos que ele queria. E então, seu desejo sexual cresce… este outro precisa possuí-la totalmente. Enquanto ela repousa lá, algo entre o sono e o coma, ele a estrungula até a morte.”.

Segundo Ted, esta posse sobre a vítima era fundamental, “como alguém possui uma planta em um vaso, uma pintura ou um Porsche”.

Pouco antes de sua execução, ele admitiu a detetives que tinha alguns comportamentos necrofílicos: visitava os corpos abandonados de algumas vítimas, e uma foi encontrada com xampu no cabelo, aplicado após sua morte. Outra, com maquiagem. “Se você tiver tempo, elas podem ser quem você quiser que elas sejam.”

Bundy também fotografou algumas vítimas e guardou pedaços de seus crânios em seu apartamento. Ted disse que chegou a ter 4 ou 5 cabeças guardadas em casa. “Quando você trabalha duro para fazer algo corretamente, você não quer esquecer isto.”

Ted disse a Robert Keppell que, no começo, ficava apavorado logo após os crimes. “Acordar de manhã e tomar consciência do que eu fiz, com a mente clara, com toda a essência da minha moral e com os sentimentos éticos intactos, absolutamente me horrorizava.” Mas pouco depois ele já se sentia bem. Disse que o álcool o ajudava a cometer os crimes, mas não que estivesse tão embriagado a ponto de não saber o que estava fazendo. O álcool o ajudava a “atravessar a fronteira”. Ted também usava maconha com o mesmo intuito.

Keppell faz uma análise interessantíssima da personalidade de Bundy. Segundo ele, eram “quatro diferentes pessoas” em ação – mas ele esclarece: nada a ver com múltiplas personalidades que se alternam, e sim, aspectos diferentes coabitando em uma única mente, simultaneamente. Uma, grandiosa, orgulhosa, que queria negociar sua vida com advogados e governadores. A segunda, numa extremidade oposta, um rapaz bastante derrotado, desprezível. A terceira, alguém terrificado e confuso com o que fez. Por fim, um psicopata, capaz de tornar-se “invisível” quando necessário, mantendo o controle de tudo à sua volta – detetives, guardas, advogados, todo o mundo. “Ele sabia onde ele estava a cada momento. Ele sabia quem ele era.”

Ao detetive Bill Hagmaier, Ted Bundy deu uma de suas mais famosas declarações: “Assassinato não é simplesmente um crime de luxúria ou violência. Torna-se possessão. Elas são parte de você… Você sente o último restinho de ar deixando seus corpos… Você está olhando nos olhos delas… Uma pessoa nesta situação é Deus.”.

A última entrevista de Ted Bundy, um dia antes de ser executado, foi cedida ao psicólogo James Dobson. Foi filmada e trechos são facilmente encontráveis na internet2.Na entrevista final Ted falou sobre o início de seus crimes, mais uma vez. “Por um par de anos, eu fiquei lutando com inibições muito fortes minhas contra comportamentos criminosos e violentos.”

“Não há maneira de descrever a urgência brutal de fazer aquilo, e uma vez que era satisfeita, e o nível de energia declinava, eu me tornava eu mesmo de novo. Basicamente, eu era uma pessoa normal…”

Nesta entrevista, ele põe parte da culpa dos seus atos sobre o consumo de pornografia “pesada”. “Eu não estou culpando a pornografia. A questão é como esse tipo de literatura contribui e ajuda a moldar e dar forma a tipos de comportamento violento. Uma vez que você fica viciado nisso – e eu vejo isso como um tipo de dependência -, você procura por coisas mais potentes, mais explícitas, mais tipos de material gráfico.”

Uma pequena frase dita nesta entrevista foi freqüentemente distorcida, posteriormente: “Nós somos seus filhos e maridos”. Ele referia-se ao público que consome e é influenciado pela pornografia e violência que estão na mídia, e dizia que estas pessoas não eram monstros antes disto, deste consumo, mas podem virar. A frase tem sido divulgada como “Nós, serial killers, somos seus filhos e seus maridos…”, como se fosse uma ameaça do tipo “eu morrerei, mas eles continuarão”. Na verdade, nesta ocasião Ted aconselha à sociedade que pense nesta questão. “A sociedade deve se proteger dela mesma.” , ele afirma, lucidamente.

Bundy tinha consciência de que suas palavras poderiam ser vistas apenas como uma tentativa de benefício próprio, mas completou: “através da ajuda de Deus, eu pude chegar, muito tarde, ao ponto onde eu posso sentir a dor e o sofrimento pelos quais eu sou responsável. Sim. Totalmente! (…) É difícil falar sobre o que aconteceu, porque isto revive todos aqueles terríveis sentimentos. Eu sinto a dor e o horror daquilo. (…) Eu não espero que me perdoem. Eu não estou pedindo por isto.” Muitos acreditam que estas declarações são falsas. Primeiramente, porque ao emiti-las sua face não demonstrava sofrimento algum. Além disto, alega-se que, se houvesse mesmo este profundo arrependimento, ele teria colaborado mais adequadamente com a resolução definitiva da questão de quantas e quais foram suas vítimas.

Notas:
1 – o livro de Ann Rule, intitulado “The stranger beside me” (“O estranho ao meu lado”), foi publicado em 1980 e já passou da 50a edição.

Curiosidades
O fusca de Ted foi comprado por Jonathan Davis, vocalista da banda Korn, que entre seu acervo de coleções, há também a fantasia de palhaço de John Wayne Gacy

Frazes de Ted
“Assassinato não é somente um crime de luxuria e violência. Mas sim possessão, as vítimas são parte de você... Você sente a ultima respiração deixando seus corpos... E você olha nos olhos. Uma pessoa nesta situação é Deus.”

“Nós Serial Killers, somos seus filhos, nós somos seus maridos,nós estamos em toda parte. E haverá mais de suas crianças mortas no dia de amanhã. Você sentirá o último suspiro deixando seus corpos.Você estará olhando dentro de seus olhos.”

"Eu quero dominar a vida e a morte.”

"Não, eu não tive nenhuma misericórdia por nenhuma delas... também não sinto nenhum remorso... eu sei, fiz muita coisa errada, mas ainda assim eu sou humano. Cortei a cabeça de uma delas com uma serra e a levei para meu apartamento, sei... mas há muito mais em mim do que esse cara que andou fazendo loucuras por aí. Se me deixarem viver pelo menos mais alguns anos. Não estou pedindo misericórdia nem perdão. Só peço mais um tempo. Em troca posso ajudar a solucionar muitos crimes, posso ser muito útil.”

“Eu sou o mais frio filho da puta que vocês jamais vão encontrar, eu gostava de matar, eu queria matar.”

“Nós estamos em toda a parte.”


Bônus
Documentário, infelizmente só tem em inglês, porém, para quem compreende...vale a pena










Fonte:Oserialkiller, Medob, youtube

José Ramos- o Sweeney Todd brasileiro

Oi pessoal!!! O post digamos que é algo bacana para o pessoal aqui de Porto Alegre, o Sweeney Todd brasileiro, que junto com sua cúmplice, fazia linguiça com o corpo de suas vítimas.

O Linguiceiro da rua do Arvoredo

1863. Província de Porto Alegre. O açougueiro José Ramos, um homem elegante e viajado, que frequentava as casas de ópera da cidade e tinha excelente gosto musical, fazia sucesso entre a população com a venda de linguiças que ele e a mulher, Catarina Pulse, preparavam. O que ninguém sabia é que o ingrediente principal da referida iguaria era a carne das vítimas do casal, seduzidas pela promessa de uma noite de luxúria com Catarina. No matadouro disfarçado de alcova, as vítimas eram distraídas com conversa inebriante e recebiam boa comida e boa bebida - além de um golpe certeiro de machadinha desferido por Ramos, que abria suas cabeças de alto a baixo.
Com a ajuda de Carlos Claussner, o açougueiro Ramos degolava, esquartejava, descarnava, fatiava e guardava as vítimas em baús, moendo-as aos poucos e transformando-as nas famosas linguiças, que eram vendidas em seu açougue na rua da Ponte (hoje rua Riachuelo). Os crimes da rua do Arvoredo foram descobertos em 1894, chocando os cerca de 20 mil habitantes da cidade. Ramos foi condenado à forca. Catarina foi internada em um hospício, onde morreu louca. Claussner, àquela altura, já havia virado linguiça. Apesar do escândalo, os crimes foram ignorados pela imprensa da época. A história repercutiu apenas nos jornais da França e do Uruguai. Acredita-se que o caso tenha sido abafado porque a população da cidade queria esquecer que tinha sido transformada por Ramos em canibal.

Tudo começou com a descoberta de dois assassinatos põe todo mundo apavorado. Tratava-se de um comerciante português e um caixeiro seu, jovem de 16 anos. Os restos dos dois foram encontrados num velho poço, no fundo do pátio de uma casa simples, localizada numa rua central, a uma quadra do palácio do governo estadual. Ambos tinham a cabeça aberta por golpe de machado e ambos tinham sido degolados. Para completar o quadro, junto a eles foi encontrado o cadáver de um cachorro, que os habitantes da cidade sabiam ser do caixeiro assassinado.
Foram presos um homem de 26 anos, José Ramos, nascido em Santa Catarina, e uma mulher que com ele morava, Catarina Palsen, húngara de nascimento, alemã de língua e cultura. Ele é acusado de ser autor dos assassinatos, ela de ser sua cúmplice. São levados a júri e condenados.
Mas isso não é tudo – aliás, isso é só o começo de uma história aterrorizante, que foi a matéria-prima do livro O Maior Crime da Terra, de Décio Freitas, historiador, jornalista e ensaísta morto em março de 2004.
José Ramos também degolou suas vítimas (e o cachorrinho). Quando foi preso, sua casa foi vasculhada. Descobriu-se uma outra ossada enterrada no porão, além de vários objetos que não pertenciam nem a ele, nem a sua companheira Catarina. Os exames cadavéricos conduziram a uma única conclusão: aqueles eram os restos mortais de um alemão, Carl Gottlieb Claussner, açougueiro sumido havia alguns meses. As coisas se complicavam para o assassino.
José Ramos era amigo de Claussner. Freqüentavam-se as casas, e o brasileiro havia dito a várias testemunhas que tinha comprado o açougue do alemão e que ele, em seguida, havia voltado para sua terra, a Saxônia.
Mais pessoas são inquiridas, entre as quais dois outros alemães: um certo Henrique Rittman, tratado nos autos pela alcunha de “o Corcunda”, e Carlos Rathmann, já bem mais velho, na casa dos 60 anos, bêbado notório. Com o aprofundamento das investigações, chegou-se ao horror maior: essa pequena gangue, liderada por José Ramos, havia matado outras seis pessoas, no ano de 1863, todas elas de ascendência germânica, algumas vindas das colônias para comerciar em Porto Alegre, outras de passagem pela cidade. E não apenas morreram essas pobres criaturas: da carne de seus corpos, José Ramos, com apoio maior ou menor dos outros, havia feito lingüiça. Lingüiça que o açougue de Claussner havia vendido, inclusive para as melhores famílias da pequena cidade.
Mas quem era José Ramos? Os processos desta terrível página da vida porto-alegrense, as memórias de alguns escritores da época e a parca bibliografia permite reconstruir o perfil do assassino. Matador compulsivo, um serial killer daqueles tempos bem mais inocentes, Ramos era filho de um português que lutara na Guerra dos Farrapos e de uma índia. Um dia precisou defender a mãe de ataque do próprio pai e do enfrentamento resultou a morte do velho. E foi apenas o primeiro horror de sua história.
Já morando em Porto Alegre, José Ramos foi empregar-se na polícia. Aparentemente em função de sua enorme truculência – há registro de surras medonhas que impunha a presos ou a simples suspeitos –, foi desligado do serviço formal, mantendo, no entanto, um vínculo empregatício sólido, como informante do chefe de polícia da capital, Dario Callado, outro sujeito conhecido por sua violência – a crônica conta coisas de arrepiar, como uma surra que ele aplicou em um tenente com quem disputou uma cantora de opereta de passagem pela cidade, ou um castigo desproposital em escravos que estavam apenas e simplesmente caminhando por uma calçada do centro quando o chefe de polícia passava.
No processo, depois do assassinato do comerciante e seu caixeiro (e o cãozinho), a posição de José Ramos foi estranha. O próprio Dario Callado conduziu o inquérito (e um dos julgamentos também). Isso significa que o acusado era, de certa forma, um funcionário privilegiado da autoridade processante. Isenção nenhuma – e Décio demonstra, ao analisar a técnica de interrogatório, que Dario amoleceu as coisas para José Ramos.
O resultado foi que da pena de prisão perpétua retrocedeu-se para uma prisão por tempo limitado, e mesmo assim, dada a intimidade de Ramos com os esquemas policiais da cidade, ele teve muitas regalias. Tanto assim que ele só morreu em 1893, internado na Santa Casa, leproso – dois anos depois da morte de sua parceira Catarina, que durante o processo foi quem mais contou coisas dos bastidores da atuação de Ramos. Este, por sinal, jamais admitiu ter cometido qualquer dos crimes por que foi condenado.
A história do homem que fabricou lingüiça com carne humana permaneceu na memória da cidade. Contemporâneos do fato deixaram relatos imprecisos, alguns francamente fantasiosos, sobre o estranho casal – ele, formalmente um desocupado, que sabia ler e escrever e atipicamente falava alemão, ela uma prostituta que nem falava a língua local e que, de repente, aparece como seguidora dos Muckers, aqueles cristãos singulares, luteranos mas místicos, de comportamento sexual aparentemente muito liberal, cuja expressão mais conhecida foi Jacobina Maurer, que vivia entre os colonos do vale do Sinos.
O caldo de cultura desse horripilante episódio contribuiu para sua permanência. Socialmente, a história aconteceu naquela faixa de gente pobre das cidades, num ponto em que imigrantes, nativos, portugueses e escravos de ganho conviviam, de alguma maneira. Na Porto Alegre daquele tempo, acrescia-se o detalhe de que os imigrantes de língua alemã pareciam estar tomando os melhores postos de trabalho aos portugueses e brasileiros. Mais ainda, os alemães eram vistos com reservas pela população em geral: além de trabalharem tanto quanto os negros escravos, eram luteranos num país que na prática não permitia nenhuma ascensão a quem não fosse católico. Isso sem falar no fato de que as mulheres dessa etnia em geral sabiam ler e tinham um desembaraço que as tornava, aos olhos luso-brasileiros, extraordinariamente livres, a ponto de terem relações sexuais antes de casar!
Essa história aconteceu numa cidadezinha pacata, cujas ruas ainda se chamavam por nomes docemente familiares – rua do Poço, da Praia, do Cotovelo, do Arvoredo. A poucas quadras da casa dos horrores, vivia um certo José Joaquim de Campos Leão, o Qorpo-Santo do teatro, que provavelmente freqüentava o mesmo Theatro São Pedro inaugurado com orgulho provincial em 1858 e certamente via as mesmas figuras passando daqui para lá. Quem sabe, indo ao açougue que uma vez pertenceu a Carl Gottlieb Claussner



Fonte: Gente estranha e Guia do estudante

Documentário Os Fantasmas mais assustadores registrados em vídeo.

oiee pessoal, desculpe pelo atraso da postagem, mas mudando de assunto eu encontrei um documentário bem bacana legendado para vocês!!!

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