Os fantasmas da guerra mundial











Challoner
O fantasma era o de um jo­vem soldado chamado Challoner, ele se tornou amigo do escritor Graves durante seu treinamento em Lancaster. O batalhão de Challoner foi mandado à França, em Março de 1916, poucas semanas antes do regimento de Graves , no dia do embarque, o jovem soldado disse alegremente que logo se viriam novamente na França.
O encontro não ocorreu naturalmente, pois Challoner foi morto em uma batalha na cidade de Festubert. Mais ou menos um mês depois, Graves afirma ter visto através da janela o jovem caminhar ao longo do alojamento, fumando um cigarro.
Quando Graves foi questionado se ele não teria se enganado com alguém parecido com o soldado Challoner, o escritor foi veemente em sua confirmação;" Eu não poderia confundi-lo nem mesmo o crachá que ele usava “GTAT106”.




Challoner reconheceu seu velho amigo, saudou-o e continuou a andar. Quando Graves chegou, em choque, à janela, apenas viu uma guimba de cigarro ainda acesa no chão por onde Challoner passara caminhando segundos antes. E o escritor finalizou sua história com as palavras " Naquela época, havia muitos fantasmas na França.”
Graves



2. O fantasma do Poeta Wilfred Owen
O fantasma de Owen teve sua aparição em Londres no exato momento em que morria na França por volta de 12h12min no dia 4 de Novembro de 1918.

Wilfred Owen
Nos tempos difíceis da guerra, o pai de Owen acreditava que seu filho retornaria para casa, mas quando viu-o aparecer de repente como uma figura brilhante, trajando seu uniforme de oficial, seu coração soube que seu filho não voltaria para casa. Ele estava certo, porque, uma semana de­pois de ver a aparição de seu filho, recebeu um telegrama oficial informando que o capitão Wilfred Owen morrera por causa de ferimentos sofridos em combate. Com uma incrível precisão, o momento da morte de seu filho em um hospital de campanha francês coinci­dia exatamente com a aparição da forma espectral na Inglaterra.

Wilfred
HMS Astraea
Mas não foi apenas o seu pai que vui o fantasmas, ele voltou aparecendo dessa vez para o seu irmão Harold, que então servia a bordo do navio de gueera HMS Astraea. Sofrendo de malária, Harold Owen jazia no beliche de sua cabine quando viu o fantasma de seu irmão mais velho se materializar poucos metros à sua frente. Harold relatou a incrível experiência por escrito:

Eu tinha ido até a minha cabine pensando em escrever algumas palavras. Percebi que a cortina da porta se moveu para dentro e para minha surpresa, vi meu irmão sentado na minha cadeira. Senti um choque percorrer o meu corpo com uma força terrível e com ele eu podia sentir o sangue fugir do meu rosto. Eu não tive pressa reagindo ao que via, mas andei com dificuldade pela cabine - todos os meus membros estavam rígidos e lentos para responder. De pé olhando para ele perguntei:
- "Wilfred, como você chegou aqui?"
Ele não se levantou nem se moveu, mas seus olhos estavam com a expressão de alguém que queria que eu entendesse alguma coisa, quando eu falei o rosto dele abriu um sorriso doce e melancólico. Eu não sentia medo – apenas um prazer invadiu a minha mente... Eu me perguntava se eu estava sonhando, mas olhando para baixo, vi que eu ainda estava de pé. De repente me senti terrivelmente cansado fui até minha cama e deitei-me, entrei em um sono profundo e fiquei inconsciente. Quando acordei, eu sabia com certeza absoluta que Wilfred estava morto.
Harold

2 comentários:

  1. Adorei aqui! Com mais tempo vou ler tudinhoo!! *.*
    Olhaa...ja coloquei seu banner aqui..agora não achei o meu entre os parceiros...falta tu colocar..dai ti mandei um email ok?
    Bom dia!

  2. Anônimo disse...

    pode mandar o seu código do banner? porque quando eu tento copiar o código ele diz q o blog não permite q copie o conteúdo :/

2leep